segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Que beleza!!


A CBF mandou mal na questão dos títulos pré 71. Se bem que afirmar que a entidade máxima do futebol brasileiro fez bobagem é redundância.

Compartilho da opinião do jornalista Mauro Cezar da ESPN Brasil. Os títulos da Taça de Prata e do Robertão merecem ser catapultados ao nível dos brasileirões em função da fórmula de disputa. Os da Taça Brasil deveriam ser incorporados aos da Copa do Brasil já que ambos os campeonatos são estilo mata-mata.

Infelizmente, a turma do Ricardo Teixeira rendeu-se a pressão de alguns clubes e liberou geral. Permitindo atrocidades como nos anos de 1967 e 1968 onde, conforme a nova regra, tivemos dois campeões nacionais.

Em 67 a bizarrice é ainda maior, pois o Palmeiras venceu tanto a Taça Brasil como a Taça de Prata. Ou seja, sagrou-se bicampeão brasileiro em apenas um ano.


Santos e Palmeiras, a partir de hoje, passam a ser os clubes com mais títulos de campeões brasileiros: oito. O que vai ter de flamenguista e são paulino chorando não vai ser fácil!

Durma-se com um barulho desses!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Imagina se você fosse uma cara legal, mas digamos não um conquistador por natureza. Meio feio e sem graça e seu vizinho, que também é seu pior inimigo, fosse um Don Juan: pegasse todas.

É mais ou menos essa relação entre os torcedores do Racing e do Independiente. Os dois times nasceram na mesa cidade: Avellaneda. Localizada próxima a Buenos Aires é quase como se fosse um bairro da capital argentina.

Os estádios são separados por poucos metros. O Racing é azul e branco e o Independiente vermelho. Os dois estão entre os cinco grandes da Argentina (os outros são Boca, River e San Lorenzo).

A torcida é semelhante de tamanho. A do Independiente é um pouco maior. Cerca de 6% dos argentinos torcem para o El Rojo. Já La Academia conta com 5% dos fãs.

Mas as semelhanças terminam por aí. Na era profissional, o Independiente venceu 14 vezes o campeonato nacional. Já o Racing venceu “apenas” sete vezes. Na Libertadores a goleada é maior, proporcionalmente, 7x1 para os Rojos. Além disso, o time de Burruchaga ganhou outras copas. E se tornou o rei das copas. Hoje, só perde para o Milan e Boca e olha que só foi ultrapassado nessa década. O Racing em contrapartida venceu apenas a supercopa.

Entretanto, a vida não feita só de conquistar mulheres. A gente joga bola Tb. E aí tu é sempre a primeira opção dos caras que escolhem os times. Já o teu vizinho bonitão é o último e só dá canelada na bola.

Essa é mais ou menos a relação entre o fanatismo da torcida do Racing e do Independiente. Os fãs da La Academia devotam um amor incondicional ao time azul e branco. Lotaram um estádio no domingo seguinte a falência do clube, sem ter jogo no estádio. Passado o episódio: encheram dois estádios no título de 2001. O seu (El Cilindro) onde tinha um telão da partida e o do Vélez onde acontecia o jogo.

A La Guardia Imperial ( torcida organizada do Racing) é a mais fanática do país ao lado da do Newells. Já a do Independiente é a mais amarga do país. Só lota o estádio em decisões.

Ontem, era constrangedor ver os torcedores do Independiente comemorando o título da Sul Americana contra o Goiás. Algo frio e sem emoção, isso que o time não conquistava um título internacional há quinze anos. Um ou outro moribundo chorando e uma galera com cara de nem aí.

Por isso, o Racing é um time mais respeitado dentro da Argentina que o Independiente. Por isso, Campanella usou o fanatismo da torcida do La Academia no seu filme vencedor do Oscar O Segredo dos Seus Olhos.

Dá-lhe Racing que os títulos venham logo e em grande escala, mas se não vierem tanto faz: a torcida estará ali ao teu lado cantando durante todo o jogo e depois e antes!! Ela te ama incondicionalmente!!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mad Max


Max era o queridinho das mulheres desde o colégio. Gabava-se de nunca ter feito um trabalho de História na vida: “sempre tinha uma apaixonadinha por mim que fazia”.

Loiro, olhos claros, somados a um metro e oitenta, o transformavam numa máquina mortífera espalhando orgasmo e prazeres além da compreensão no mundo feminino.

“Pedro pára de olhar esse filme e presta atenção no que eu tô te dizendo”.

Pedro era o sujeito normal que dividia apartamento com Max. Há mais de cinco anos namorava Ana, sua colega na faculdade. Adorava o amigo, apesar da temática dos assuntos entre ambos serem sempre a mesma: quantas mulheres Max almejava transar na vida.

“Tu fica aí vendo esse filme de merda e não presta atenção no que eu falo”, reclamava sem parar Max.

Pedro suspirava alto e tentava explicar pausadamente. “Cara, essa merda é Assim Caminha a Humanidade, último filme do James Dean”.

Mas Max não era de se render fácil. “Pedro, meu querido, porque te contentar em ver esse impostor que já morreu há mais de 50 anos, se eu sou o verdadeiro James Dean brasileiro. Rebelde, bonito, só me falta ser ator e morrer em um acidente de carro”.

E era Pedro quem se rendia ao carisma do amigo. “Fala, porra!!”

“Cara, é o seguinte, vou brigar amanhã com a Daniela. Namoro ela há quatro anos e isso está atrasando meus objetivos de vida. Desde adolescente sonhava transar com 174 mulheres e ainda faltam algumas para chegar a esse número. Como sou um sujeito fiel, só em resta me separar, entendeu?”

“Entendi, posso voltar ao filme agora?”, questionou o amigo do Don Juan já entediado com o assunto sempre presente nos diálogos entre os dois.

E Max brigou com Daniela e caiu no mundo. Comeu geral. Seus números aumentavam em maior proporção que caixa dois de político corrupto. O alfabeto foi e voltou. E olha que o nosso garanhão escolhia a dedos as presas. Só filé, como dizem nosso amigos obreiros.

A próxima vítima tinha nome - Solange - e sobrenome – a coroa mais gostosa da empresa. Recém separada: presa fácil.

Festa de aniversário de uma amiga em comum e deu à lógica. Solange caiu nos braços do nosso herói. Porém, botar pra dentro que é bom...nada.

A mulher, no alto da experiência dos seus 45 anos, deixou Max a chupar o dedo, ou melhor a bater punheta sem parar pensando nos seios siliconados e na bunda durinha que o passar dos anos só aperfeiçoou.

Max surtou geral. No primeiro mês até transou com uma ou outra que já vinha dando conta do recado, mas depois a fonte secou. E ele culpava Solange por isso, pelo menos é o que sempre me dizia.

“Sabe o que é, Cristian, já peguei mais de dez vezes e nada...nada. To surtando. Só penso nela direto e pior quando saio na noite não pego ninguém. Só fico bebendo e arquitetando algum encontro com ela. Muito foda”.

O não dar não tinha nada a ver com Max, dono de uma pegada famosa do Centro ao Sarandi. O problema é que a mulher possuía dois filhos adolescentes e não se permitia dormir fora de casa.

Três meses depois, o telefone toca lá em casa e só ouço uma frase do outro lado da linha: “É hoje, caralho”, comemora Max. Os filhos haviam viajado com o pai em férias e a baia estava liberada ou Leverkusen, segundo gíria bizzarreana.

Diz que a primeira gozada de Max levou sete segundos, mas foi compensada por dias e dias de sexo. A ponto da mulher pedir água - versão do Max logicamente.

Os meses se passaram e encontrei Max no Parangolé com uma moreninha estilo surfista: cor do verão e rosto angelical.

A convite de Max me sentei e falamos amenidades. Até ela ir embora. Daí o homem confessou em alto e bom som.

“Estou apaixonado. A Andréia me mostrou que esse papo de quantidade é bobagem. Insegurança masculina. Tentativa de ser o fodão, o macho alfa da manada. Cara, conheci ela uma semana depois de transar com a Solange, ou seja, minha teoria estava certa. Precisava transar com aquela mulher para os maus fluídos serem expurgados. Agora, vejo que esse papo de números é bobagem. Interessa a intensidade e o amor pela pessoa ao teu lado. Essa guria é pra sempre. Não só por ser bonita, mas é legal, extrovertida e trata bem todo mundo, além de ótima profissional (médica) e gremista. A mulher perfeita, meu amigo”. O meu amigo foi dito com lágrimas nos olhos, um pouco fruto da bebida também

Dei-lhe o meu abraço mais forte e sincero e os parabéns por ter encontrado alguém tão especial na vida.

Fiquei dois meses sem notícias suas. Até encontrá-lo numa festa da banda Roda Viva no Batmacumba. Bêbado me abraçou e me segurando pelos ombros gritava como estava feliz em me ver.

Entre gritos consegui um mínimo de sua atenção e perguntei por Andréia.

A resposta veio de forma tranquila e sem dor. “Não estamos mais juntos. Esse papo de amor não é pra mim”.

Depois, ainda segurando meu ombro esquerdo e com a mão espalmada em direção ao meu rosto disse o seguinte:

“Só faltam quinze. Só faltam quinze”.

Max é um exemplo de que homens que tem objetivo na vida são sempre mais felizes e confiantes.

Ah, parece que ele já alcançou o número desejado, mas agora quer chegar as duzentas e cinquenta.

Começaram a fazer merda


A direção que assume o Grêmio devia olhar a si mesmo como exemplo de boa administração e seguir seus passos recentes e não o deslumbramento de administrações anteriores do qual esse grupo já fez parte.

Em 2005, sem um pila no bolso montou um time emergencial para o primeiro semestre. Apenas o volante Jeovânio e os jogadores da base como Bruno e Anderson ficaram para o segundo semestre. Com um pouco mais de grana à disposição: investiu em jogadores mais conhecidos no mercado como Marcelo Costa.

Em 2006, apostou e bem nos dois semestres: Tcheco, Herrera, Willian, Evaldo. Título gaúcho e terceiro lugar no brasileiro. Em 2007, o time novamente era recheado de apostas e jogadores da base.

Em 2008, idem. Ótima campanha no brasileiro, muito devido ao excepcional trabalho do Celso Roth. Sempre “revelando” jogadores como Rever e Victor. Com um ou outro erro normal como o colombiano Peréia.

Pois bem, o Grêmio está super ajeitado nesse final de ano. Se renovar com todo mundo e contratar um terceiro homem de meio de campo e reservas para o setor de meio campo o time tá pronto para encarar até o campeonato venusiano, mas não: a direção atual quer mostrar a sua cara. Relembrar os seus devaneios do tempo do “aquele que não se pode dizer o nome”.

Fala-se em Juan, Ibson. Marcelo Moreno, Thiago Neves. Caiam na real. Empresa de futebol só coloca no clube jovens revelações para serem revendidas no mercado ou jogadores seus com idade entre 25 e 28 anos que estejam afundando em outros clubes.

Conselho de amigo: mantenham o Cícero no futebol. Apostem nesse time novamente com um ou dois reforços (Anderson seria mais do que bem vindo) e parem com pirotecnias de mercado. A torcida do Grêmio e principalmente os cofres do clube agradecem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Salada de Fruta


De 2006 pra cá, vocês sabem quem foi a torcida mais feliz no campeonato brasileiro? Os mais apressados e desinformados vão dizer São Paulo, talvez Flamengo ou quem sabe Fluminense. Erraram, seus mentecaptos. A torcida mais feliz foi a do Grêmio.

Ninguém gritou mais vezes gol do que a gente. O Grêmio nos últimos cinco anos teve o melhor ataque em três campeonatos (2006, 2009 e 2010) e ficamos em segundo em uma oportunidade (2008). E se gol é a alegria do futebol, nós gremistas somos os mais felizes torcedores do brasileirão. E tenho dito!

Show de desinformação


Digo e repito: o Bate Bola da TVCOM é um programa bem legal de discussão sobre futebol, mas jamais deve ser encarado como algo jornalístico, no máximo um bom entretenimento. Os caras dão, por baixo, umas dez informações erradas por programa.

Hoje, enquanto discutiam qual a melhor fórmula do campeonato brasileiro, usaram o Prudente como exemplo de time que o Fluminense havia ganhado seis pontos. Tudo bem que talvez fosse apenas figura de linguagem, mas o tricolor carioca empatou duas vezes com o time paulista, ambas por 1x1.

Eles poderiam perder mais o tempo deles e se informar sobre futebol. Não fariam mal aos telespectadores. Depois enchem a boca pra dizer que torcedor é burro e desinformado.


Elias


Tá na capa do UOL Esportes: Elias chora na saída do Corinthians. Jogador vai para o Atlético de Madrid da Espanha.

Mas quem não choraria. Na última semana, os Colchoneiros perderam para o Aris da Grécia (Liga Europa) e Levante (campeonato espanhol). Vejam no youtube as propagandas do Atlético de Madrid. São as melhores disparadas. A dica foi do Maurício “troquei de time já adulto” Cadore.


Nélson Rodrigues

O dramaturgo está rindo a toa hoje. Em algum lugar do inferno (porque é para lá que vão as pessoas interessantes deste mundo) está a gozar seus colegas da Grande Resenha Facit ( maior programa esportivo da história) como meu conterrâneo e botafoguense João Saldanha, o também botafoguense Armado Nogueira e o flamenguista José Maria Scassa.

Viva as três cores que simbolizam tradição.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


O futebol de mesa tem uma nuance muito particular: jogadores que são identificados com determinadas equipes. Lá no Geraldo Santana tem o Nacional Fosca, o Bayern Gothe, o PSV Saul, o Milan Moreira, o Estudiantes Germano e assim por diante. Mas todos esses, em determinados momentos, pularam pra outra cama e foram infiéis aos seus clubes de “coração”.

O Fosca já foi visto aos beijos com o Ferro Carril. O Gothe faz juras de amor eterna ao Fluminense. O Saul já tomou várias cevas com o Coritiba. O Moreira tem relações esporádicas com o Boca Juniors. E o Otávio Germano adora dar uma saidinha com o Feyenord.

Mas tem uma cara que nunca traiu seu amor. Esse cara se chama Paulo Fernando. Seu único amor responde pelo nome de River Plate. Um dia o vi de mãos dadas com o Santos, porém devia estar louco ou bêbado ou os dois juntos.

Em crise o River Plate tem dado poucas alegrias ao seu torcedor nesses últimos cinco anos. Fora o Clasura de 2008, os Borrachos del Tablon só sorriem quando olham o GotheGol e veem Paulo Fernando sempre entre os primeiros nos campeonatos do Geraldo Santana. Um orgulho para o fãs do time de Belgrano.

Entretanto, dessa vez Paulo não conseguiu vencer e pior a derrota na final foi para o Boca Juniors. Decepção total da segunda maior torcida da Argentina. Ortega foi visto em bares bebendo com o ar incrédulo e os olhos vermelhos.

Nos bairros populares, os Xeneizes eram só sorrisos e gritos de euforia motivados com as notícias vindas do Brasil que denunciavam a vitória do Boca Juniors de Moreira na Copa Mar del Plata.

E depois tem gente que acha que não tem pressão da torcida quando se joga botão. Idiotas ululuantes, já diria Nelson Rodrigues.

Enquanto isso a Taça RS reuniu apenas 11 entidades. Números decepcionantes para o esforço do presidente Marcelo Vinhas. O campeão foi Michel da Riograndina.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pau neles


Finalmente a polícia do Rio de Janeiro está agindo contra esse bandidos bobões que infestam aquela terra abençoada por Deus. Com a benção do governador Sérgio Cabral e até pitacos do senhor presidente da CBF e mafioso, Ricardo Havelange, quer dizer, Ricardo Teixeira, vamos limpar a Cidade Maravilhosa. A Copa do Mundo e as Olimpíadas serão disputadas com a santa paz do criador.

Piça!!!! Com o apoio e aplausos efusivos de todos, está se arquitetando um Carandiru a céu aberto. Até o exército está na rua (para delírio dos saudosos da ditadura militar onde tudo é permitido) para passar o carro por cima de traficantes e moradores de zonas socialmente vulnerávis - o que para o Estado é quase a mesma coisa.

O Estado só entra nessas comunidades na forma de repressão. Pau nos excluídos e fortuna para os verdadeiros barões do narcotráfico que passeiam lindamente pelos corredores do órgãos públicos e empresas respeitadas. O sitema é foda, né Nascimento?!