segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Medo e Expectativa


Odone, via David Coimbra no Bate Bola, da TVCOM, anuncia a Traffic como possível parceira do Grêmio. O deputado faz, ou fazia, parte do grupo do Guerreiro. Aquele filho da puta que quebrou o nosso time ao lado do maior ladrão que já habitou o estádio olímpico: Otávio Germano Filho. Esse vai ser preso tenho certeza no esquema Detran e tomara que ao lado de outros nomes que mamaram no tricolor como o Flávio Vaz Neto, por exemplo.

Voltando a parceria, tomara que dê certo, mas o insucesso, fora de campo diga-se de passagem, com a ISL nos deixa a todos com muitos medos e incertezas. Junto a essa notícia vem a construção da Arena. Também possuo um misto de orgulho e aprensão ao ler essa notícia.

Fontes garantem que não havia outra solução pois o Olímpico está com os dias contados. Mas o volume de dinheiro envolvido me deixa preocupado e com receio do futuro.

Não sou fã ou mesmo admirador de Paulo Odone. Minha relação inexiste com ele, a não ser pelo fato do filho dele ser freelancer dos Cadernos Especiais do JC cujo a minha ex-namorada é sub editora.

Ah, já ia esquecendo entrevistei ele algumas vezes. Uma delas ficou viva na minha memória. Um domingo qualquer de 2001. Recém pmedebistas históricos haviam rompido com a legenda e migrado para o PPS, entre ele Paulo Odone. Fui cobrir para a RBSTV Uruguaiana a entrevista do Antônio Britto na sede local do partido.

Paulo Odone foi falar. Por três vezes ele trocou PPS por PSB até ser corrigido pelo ex-governador e baluarte do neoliberalismo.

Prestando atenção em outras entrevistas do Odone, eu notei que isso é quase uma marca dele: trocar nomes de pessoas, lugares ou siglas partidárias.

Em 2005, esse cara pegou um Grêmio quebrado. No jogo contra o Caxias, primeiro da temporada daquele ano, eu fui sem rádio. Sério, não reconheci cinco dos jogadores que estavam em campo.

Paulo Odone saiu com vice campeonatos na libertadores e no brasileiro. Ótima administração. Dois nomes se consagraram nesses quatro anos.

Rodrigo Caetano virou unaminidade entre os gremistas. Não posso falar pelo trabalho interno dele pois não acompanhava e tudo o que eu escrever é chute, mas falarei sobre revelação de jogadores.

Lucas, Carlos Eduardo e Douglas Costa forraram os bolsos azuis. Todos já dormitavam no olímpico quando da chegada do ex meia aos domínios tricolores. Matione e Cássio idem. Hoje, começamos a assistir ao trabalho do Rodrigo dar frutos aos cofres gremistas. Até agora nada vezes nada, pois Réver foi descoberto no interior de SP por Paulo Pelaipe.

Paulo Pelaipe um escroque de marca maior. O líder deles, talvez. Mas sem sombra de dúvida um grande vice de futebol. Descobriu jogadores e teve excelente índice de acertos nas contratações. Poderia estar preso, mas está solto e ainda pode ocupar alto cargo diretivo.

Pelo que fez dentro das cercanias do olímpico merece. Se bem que no Internacional seria melhor recebido pois lá campeia a tempos a desonestidade e a total falta de importância aos valores éticos.

Em suma, o Grêmio pode ser catalpultado as alturas ou enterrar-se definitivamente. Esperamos todos que seja a primeira opção.

domingo, 19 de setembro de 2010

sou muito otário


Sempre fui um baita de trouxa, mas ontem me superei. Fiz o sábado perfeito: joguei futebol com os camaradas, depois assisti um puta jogo entre Cruzeiro e Botafogo, jantei no fornão em função do aniversário da minha tia. Depois vi o filme Coração Louco (dvd) com o mestre Jeff Bridges.

Ainda revi outro filme, desta vez na TV: Golpe Perfeito. É sobre um lutador de boxe que tem a missão ingrata de derrubar dez oponentes no período de 24h. E por fim, começei a ver os jogos da Davis onde o Brasil consolidaria a vaga para o Grupo Mundial depois de tanto tempo.

Nem preciso falar sobre o desenrolar dessa história e eu ali pateticamente aguentando sem dormir até o último ponto do tenista indiano.

Sou um otário mesmo em ainda creditar no tênis brasileiro.

Que saudade do Fernando Roese, do Luiz Mattar, do Jaime que conseguiam na raça vencer adversário com ranking muito superior. Hoje, infelizmente, acontece o contrário!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Confesso chorei


Duas animações já estavam entre os meus filmes favoritos.

Persepolis é um deles. Filme francês de animação de 2007, baseado no romance autobiográfico de Marjane Satrapi. O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. Sua trama começa pouco antes da Revolução Iraniana, quando Marjane atinge a adolescência, e acaba quando ela é uma expatriada de 22 anos. O título é uma referência à cidade histórica de Persépolis.

Película sensível e onde dá pra ter uam exata noção de que nem sempre quando caem os maus, os bons vem ao poder. O corrupto Xá é substituído por barbudos de mal com o mundo e com as mulheres. O extremismo religioso é longe a maior praga a habitar a terra. Se bem que tem uns retranqueiros no botão tipo Rafa Tosh, Caju e Maurício Cadore que são complicados de digerir também.

O outro é Valsa com Bashir. Filme israelense de 2008 escrito e dirigido por Ari Folman. No formato de documentário animado, a história retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila.

O filme retrata de forma sensível o envolvimento do Estado de Israelense no massacre de milhares de palestinos muçulmanos por libaneses cristãos (governo pró Israel), resgatando a participação dos pequenos soldados que lutaram nesta guerra. Olha a religião aí de novo.

O trauma ainda é presente no imaginário israelense, e um determinado momento do filme é possível perceber a comparação com os campos de concentração que dizimaram um número enorme de judeus, negros, ciganos e homossexuais.

A estes dois filmes somou-se ontem a animação americana Mary e Max. Não vou falar nada sobre este filme. Vejam porque a história é comovente e depressiva. Fazia tempo que não chorava vendo um filme. Mary e Max conseguiu.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Grande Sérvia


Apesar dos quase 20 anos passados do conflito, atualmente tenho lido muito sobre a guerra civil da Iugoslávia. Um país "artificial" regido por um agregador e mão de ferro, general Tito.

O país do leste europeu teve uma vida breve. Foi formado logo depois da segunda guerra mundial (onde o futuro um povo só lutou entre si, crotas ao lado do nazismo e sérvios dos aliados) e "viveu" até o início da década de 90 quando foi assolado por uma guerra civil que deu origem a cinco países independentes (hoje são seis).

Mas falerei mais da Sérvia, país bom em quase todos os esportes coletivos e com bons nomes individuais e que no sábado viveu uma dia quase espetacular. Viu seu tenista número 1 Novak Djokovic se classificar a final do US Open ao vencer a fera Roger Federer. E quase viu seu time de basquete (um orgulho nacional)ir a final do mundial. Perdeu por um ponto para os turcos que jogavam em seus domínios.



A Sérvia é um país europeu, cuja capital é Belgrado, localizado no sudeste da Europa, na região balcânica.

É uma ex-república iugoslava, tendo integrado, até junho de 2006, uma confederação com Montenegro denominada Sérvia e Montenegro. No dia 5 de junho do mesmo ano, a Sérvia declarou sua independência, 2 dias após Montenegro ter feito o mesmo. No entanto, a Sérvia foi reconhecida como o estado sucessor da união, que por sua vez sucedia a República Federal da Jugoslávia.

Povo de um orgulho violento se julgava a última fronteira da Europa na Idade Média. O atual território da Sérvia fez parte da província romana da Mésia a partir do ano 29 a.C.. No século VII, a região foi invadida pelos sérvios, povo eslavo vindo da Galícia (Europa Central). Vassalos do Império Romano do Oriente, os sérvios se diferenciaram dos croatas por sua conversão ao cristianismo bizantino por volta de 875 e pela adopção do alfabeto cirílico. A Igreja Ortodoxa Sérvia ganhou autonomia no século XIII, quando teve São Sava como seu arcebispo. Os croatas são católicos.

Durante a Idade Média, o país gozou de um curto apogeu durante o reinado de Estevão Duchan (1331-1355), seguido de um rápido declínio. Após a derrota frente aos turcos na batalha de Kossovo Poliê (1389), a Sérvia não demorou a ser incorporada ao Império Otomano.

Entre 1459 e 1804, a Sérvia esteve formalmente sob o controle dos otomanos, apesar de três invasões austríacas e numerosas rebeliões. O Islão teve um período de expansão durante esta fase, levando à conversão de muitos sérvios. Estes convertidos recusavam-se a serem chamados de sérvios, adoptando a denominação de muslimani e, posteriormente, de bosníacos, uma vez que viviam majoritariamente na região conhecida como Bósnia - razão pela qual são também chamados de bósnios muçulmanos. Olha como a origem do conflito vem de longe, muito longe.

A Sérvia foi ainda um principado autónomo (face ao Império Austríaco) entre 1817 e 1878, um principado independente entre 1878 e 1882 e um reino independente entre 1882e 1918.

No início do século XX, lutava para formar a Grande Sérvia, um estado envolvendo toda a região balcânica. Como resultado das Guerras balcânicas(1912-1913), anexou a Macedónia e o Kosovo.

Durante a Primeira Guerra Mundial, teve uma atuação destacada, e a partir de 1918 passou a ser um dos Estados integrantes do Reino da Jugoslávia (que se converteu em República Socialista após 1945), tomando o nome de República Socialista Federal da Iugoslávia em 1963.

O Estado foi dissolvido no início da década de 90 com a declaração de independência da Eslovênia e da Croácia. O primeiro foi na boa, o conflito durou dez dias, mas no segundo o pau pegou. O motivo é que existiam muitas comunidades sérvias dentro da Croácia. Mas o pior ainda estaria por vir.

Na sequência a Macedônia (sem estresse) e a Bósnia-Hezergovina declararam-se autônomas (fudeu geral).

Á Bósnia tinha de tudo. Croatas católicos, Sérvios cristãos ortodoxosos e Bósnios muçulmanos. O conflito civil foi quase um triangular com todos matando todos. Houve massacres nas regiões dos país dominada por Croatas e Bósnios, mas nada se comparou as zonas onde os bósnios-sérvios possuiam maior população. Era um povo melhor aramado já que o governo central de Belgrado apoiava a população de origem balcânica. Lá ocorreram massacres memoráveis em pleno coração da europa oriental.

Hoje, tá tudo quase na paz. A cada oito meses existe um rodízio no poder. Um político de origem de uma das três etnias assume o controle. É como se no RS, um político de Porto Alegre, um da metade norte e um da metade sul assumissem o poder a cada dezesseis meses.

Os sérvios voltaram seus objetivos para conquistas esportivas. São uma potência no vôlei e basquete masculino. Seus times de basquete feminino e vôlei tb são osso duro de roer. Tem um bom futebol como nomes como Vidic (Manchester United) e Ivanovic (Chelsea).


E tem Novak Djokovic, o homem que pode impedir Rafael Nadal de conquistar todos os slams e se igualar na era moderna a André Agassi e Roger Federer.

Ah, e tem o maior fã de futebol de mesa na regra brasileira na Europa. Essa é a Sérvia, destino obrigatório do novo turismo no leste europeu ao lado da Croácia e da República Tcheca.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

RS quase faz história


No jornalismo chama-se nariz de cera o texto que precede o lead da matéria. Hoje farei um nariz de cera enorme, uma coisa monstruosa mesmo, quase do tamanho do meu pau.

Disparado o melhor judô do Brasil é o de São Paulo. De lá saíram os campeões olímpicos Aurélio Miguel e Rogério Sampaio, além do gênio Thiago Camilo e dos medalhistas em olímpiadas Leandro Guilheiro e Carlos Honorato.

Pois bem, não foi de nenhum destes judocas a glória de ter sido o primeiro campeão mundial vestindo o quimono brasileiro. Quem conquistou essa honra, ao derrotar o japonês Masato Uchishiba em 2005 na cidade do Cairo (Egito), foi o gaúcho João Derly.

Depois dele outos chegaram lá. O próprio venceu novamente o torneio em 2007 aqui no Brasil. Na época a competição ainda era de dois em dois anos.

E quase o RS repete o feito. Nesta manhã a guriazinha Mayra Aguiar, de apenas 19 anos, parou somente na final e ficou com o vice campeonato. É a primeira vez que uma brasilera chega a final de uma competição deste porte. A gaúcha lutou melhor, mas foi derrotada no Golden Score, uma espécie de prorrogação do judô, pela americana Kayla Harrison.

Mayra vai se consolidando como uma das grandes na categoria -78kg e vislumbra um puta futuro a frente!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sem culpados


Ok, Varejão jogou mal e errou lances livres importantes. Leandrinho forçou jogadas no final, Magnano revezou demais o time no último quarto, mas a derrota de hoje da seleção brasileira de basquete para a Argentina por quatro pontos não teve culpados.

Foi uma partida sensacional, onde o time experiente e com jogadores decisisvos como Scola e Delfino levou a melhor sobre uma equipe que têm vários jogadores na NBA, mas nenhum deles com a estrela do grande craque.

Hoje também se confirmou, o que eu penso a muito tempo: Huertas é o grande jogador do Brasil. Apesar de não jogar na liga profissional americana, o armador já é um dos melhores do Mundo na posição.

Bem, agora a minha torcida fica para os hermanos. Dá sim pra sonhar com uma final. Afinal, a Argentina têm plenas condições de vencer os desfalcados e inexperientes Estados Unidos e Lituânia.

Essa geração da Argentina está indo embora, mas deixando um grande legado: vice-campeã Mundial, medalha de ouro nos jogos olímpicos e primeira seleção a derrotar o time profissional americano.

Quem sabe não agrega outra conquista a essa. Ficarei na torcida!

sábado, 4 de setembro de 2010

Como eu havia previsto e grandes notícias


Como eu havia dito na coluna anterior, os dois melhores jogadores protagonizaram a final da Copa Mimo 30 Anos. Felipe venceu seu companheiro de Afumepa Elisandro (3x1) e conquistou o título. Diogo e Breno (Franzem) ficaram respectivamente com a terceira e quarta colocação.

Eu fiquei contente com a minha campanha. A sorte que me acompanhou na primeira fase nas vitórias sobre Felipe (3x0) e Dorneles (6x3) me faltou na etapa de quartas de final. Lembrando que ainda pela primeira etapa da competição perdi por 1x0 pro Medeiros (GNU) e empatei em um gol com o Caju (Franzem).

Na segunda fase, o primeiro jogo foi contra o Diogo (Franzem). Em menos de oito minutos eu errei dois dois toques. Imperdoável pra quem quer chegar. No final, dois a zero pra ele.

Contra o João Rodrigo (GNU) o efeito foi contrário. Ele perdeu dois dois lances no início do jogo. Erros fatais. Resultado final 3x0 pra este que vos escreve.

Entrei na última rodada precisando vencer o Felipe e parecia que o raio ia cair duas vezes no mesmo lugar. Ele perde um dois lances feito. Minutos depois cobra curto um lateral que se oferece no meio do campo para um chute meu de cavador. Mas a bola bate no goleiro e volta para o meu campo. Caixa e um a zero.

No final do primeiro empo, o jogador da Afumepa faz uma mão boba. Era a chance do empate. Mas ela fica na trave. Só que pra piorar novamente a bola volta para o meu lado. Dois a zero e já era. Ele ainda faria mais um gol e selaria a minha sorte no campeonato.

BOAS NOVAS

A Franzem vai sediar no ano que vem a Copa Mimo. A diferença é que o torneio será oficializado como o campeonato metropolitano de futebol de mesa. A direção das cinco entidades vai se reunir para decidir a forma de disputa.

Geraldo Santana e Círculo Militar manifestaram desejo de um torneio com vários botonistas para aumentar o leque de jogadores que participam de grandes competições. Esperamos que Afumepa, Franzem e GNU compartilhem dessa opinião.

Existe a possibilidade da SOGIPA ser convidada também para o torneio.

A minha ideia é reunir a galera do Geraldo Santana e definirmos uma proposta nossa para encaminhar na reunião das entidades. Só pra variar, os mentores da competição foram o Dani e Caco (Círculo Militar) e o Breno (Franzem).

O Caco sonha com uma competição reunindo 64 botonistas divididas em três etapas. Eu penso em oito jogadores de cada associação. Totalizando 40 ou 48 jogadores
(dependendo do ingresso da Sogipa) com premiação somente individual.